Archive for the ‘Diplomacia’ Category
“El sucio habla del malo-lavado”
A língua ferina de Hugo ‘El Loco’ Chávez está cada vez pior. Desta vez, ele resolveu meter o pau no já surrado Congresso Nacional, ao dizer que nossos políticos são subordinados às vontades norte-americanas. Em seguida enviou condolências ao povo brasileiro, por ter um Congresso tão ‘fraco’. Segundo Chávez, os papagaios dos norte-americanos têm que se preocupar com os problemas internos brasileiros ao invés de meter o bedelho no que tem a ver apenas com os venezuelanos.
As declarações de Chávez provocaram um tremendo mal-estar no alto comando do poder brasileiro, e dizem que isto ajudou a estremecer a já delicada relação entre os dois países. Inclusive o presidente Lula manifestou-se contra as declarações do seu ‘hermano’, e o Congresso (sentindo-se desrespeitado) exige desculpas do líder bolivariano, sob pena de minarem a entrada de Venezuela no Mercosul.
O pior é que, nesta briga ridícula, infelizmente tenho que concordar com Chávez (tá me dando um nó na garganta…). O Congresso Nacional não tem que se envolver em problemas políticos internos de outros países, e muito menos dar dicas a um outro governante sobre o que fazer em seu próprio país. O nosso Congresso é extremamente sem-moral para tecer qualquer tipo de comentário ou crítica, e um governo que esboça sinais de censura não pode criticar atos parecidos de outros.
Se Chávez fechou um canal de tv na Venezuela, problema deles, não temos nada com isso. Nossos ‘queridos’ políticos deveriam se ater a problemas muito mais importantes para os deram estes cargos públicos a eles, e tentar limpar toda essa sujeirada que tem aparecido a cada dia. Cuidemos do que nos interessa, porque se Chávez falou algo foi porque provocamos. Este assunto deveria ser tratado por ONG’s internacionais, e não um Congresso. Temos tantas coisas mais graves e importantes acontecendo aqui no Brasil, mas que estes políticos não se mexem para tentar resolver. Antes de olhar para os outros, olhemos para nós. Estamos muito longe do que se pode considerar algo ‘aceitável’.
* Perdão pelo portuñol do título.
Bush no Brasil
George Bush veio ao Brasil e vai passar apenas um dia, mas sua passagem causou imensos transtornos à população de São Paulo. O presidente americano veio paquerar Lula para que o Brasil apóie a iniciativa norte-americana de incentivar o consumo do etanol, já visando um mercado futuro onde a escassez do petróleo irá causar severos problemas (americano não é besta). O nosso país, que é tido como a superpotência mundial do etanol, se vê numa posição onde poderá lucrar muito com um futuro acordo com os EUA, país que mais consome recursos naturais no mundo.
Indiferente de qualquer resultado que venha a ser obtido através de acordos entre os dois governantes, chega a soar ridículo todos os protestos contra a rápida visita do presidente americano em terras tupiniquins. Primeiro porque ele é um representante de um país, e por isso merece respeito. Não nos importa o que fez Bush no Iraque, ou no Afeganistão, ou em qualquer outro país que seja. Não fez nada contra nós, não nos prejudicou, então não podemos tomar as dores dos outros. Segundo que os EUA são os maiores parceiros que o Brasil tem, comercialmente falando, e um afastamento de nosso país do gigante irmão do Norte seria péssimo, em todos os sentidos. Vi fotos onde até integrantes do MST estavam protestando contra a visita do presidente americano. Me respondam: qual a ligação do MST com Bush, ou os EUA? O que Bush tem a ver com a questão da distribuição de terras no Brasil? Será que não é só uma ideologia boba de partidos de esquerda que pensam que a Guerra Fria ainda existe?
Não estou defendendo Bush, pouco me importa o que fez ou o que venha a fazer, desde que não prejudique nosso país. Questões comerciais são cartas na manga na hora de se negociar algo, e os destinos que cada país toma não diz respeito aos outros (desde que estes se vejam prejudicados). E me parece que nas últimas empreitadas de Bush, o Brasil não se deu mal comercialmente. Justamente por isso esses protestos são infundados, não tem muita razão de existir. Cada um faz o que quer, concordo, mas esse povo deveria estar mais preocupado em ir trabalhar do que ficar perdendo uma tarde fazendo baderna na rua, já que Bush sequer tomará conhecimento da algazarra.
Temos que aprender a respeitar outros países, que fazem-se representar na figura de seus governantes e instituições. Porque nós tratamos mal Bush, mas se Lula fosse na Bolívia, por exemplo, e fizessem toda essa confusão, vozes xenófabas surgiriam por todo o Brasil condenando as atitudes daquele povo. Não sejemos tão hipócritas a este ponto. Deixem o homem vir em paz, amanhã ele estará indo embora cedo, e ninguém perderá nada com isso. Talvez o país tenha a ganhar, e muito.
EUA e o Golpe Militar no Brasil
Impressionante a denúncia apresentada ontem, pelo Fantástico, das ’semelhanças’ existentes entre os planos da Embaixada dos Estados Unidos para o cenário político nacional em 1964, e o que aconteceu de fato. A repercussão da influência americana no planejamento do golpe de estado que deu início a um dos momentos mais tenebrosos de nossa história só fez confirmar antigas suspeitas. A descoberta dos planos americanos, que estranhamente se concretizaram em sua totalidade, se deu por conta de um estudioso brasileiro, o professor de História Carlos Fico (UFRJ), que em uma pesquisa realizada nos arquivos públicos da cidade de Washington, EUA.
Esta seria, pela primeira vez, a prova do que muitos imaginavam: os Estados Unidos interferiram, sim, na política brasileira durante o período de ditadura, e o golpe de estado patrocinado por Washington conseguiu colocar no poder o seu maior aliado, o militar Castello Branco. Segundo os planos, temia-se que o Brasil se debandasse para o lado comunista, e os americanos viram no golpe de estado a tentativa de manter nosso país como um importante (e submisso) aliado.
O mais curioso de tudo não foi divulgado pela Globo, mas através do site de Paulo Henrique Amorim. Segundo ele, no final de tudo, o Brasil ainda corria o risco de ter que pagar pelo golpe inventado pelos americanos. Seria engraçado, se não fosse verdade…
(…) Por volta dos dias 2 ou 3 de abril, com o golpe já consumado, o Pentágono enviou ao Departamento de Estado um documento para dizer que as despesas com a operação “Brother Sam” teriam que ser pagas pelo orçamento do Departamento de Estado. E cobrava alguma coisa entre dois e três milhões de dólares.
O Secretário de Estado, Dean Rusk, mandou um telegrama ao embaixador Lincoln Gordon para liberar imediatamente as contas da “Brother Sam”, porque, se não, o Departamento de Estado teria que pedir ao Brasil para pagar as despesas.
Ou seja, disse o professor Fico, o Brasil é que ia ter que pagar aos Estados Unidos pelas despesas feitas com a operação que ajudou a derrubar o presidente do Brasil …
A Coréia e suas bombas
Depois do anúncio da possibilidade do teste de uma bomba nuclear produzida pela Coréia do Norte, o mundo inteiro ficou receoso da possibilidade de uma nova corrida armamentista, à curto prazo, entre os países asiáticos. O Japão, que nem exército possui, tende a rever sua Constituição (imposta pelos EUA após a 2a. Guerra, que proíbe a existência de uma força armada) e buscar proteger-se de uma ‘possível ameaça’, e evitar que algo parecido com os ataques americanos em 1945 ocorram novamente. A China, que é considerada uma potência atômica, assusta-se com o vizinho, que começa a incomodar fortemente, enquanto a Coréia do Sul teme uma tentativa de invasão por parte dos irmãos do norte.
Do outro lado do Pacífico, os EUA, com seu egocentrismo costumeiro, declaram-se atacados com esses testes norte-coreanos e dizem que a ONU deve intervir na situação (como se eles mesmos respeitassem a opinião desse fracassado organismo). Gerge W. Bush afirmou que os testes atômicos desta semana “constituem uma ameaça à paz e à estabilidade mundial”, e que vai buscar junto a ONU um modo de fazer com que a Coréia do Norte “respeite seus compromissos internacionais contra a proliferação nuclear”, ao tempo em que assegurou estar alinhado com a política da diplomacia (Bush não é louco de querer enfrentar um país que pode ter um arsenal atômico novo, com um comandante louco para descarregar suas armas pela costa oeste americana). A Coréia do Norte afirma que novos testes nucleares serão realizados, a depender do comportamento dos EUA, que eu acredito ser mais ‘racional’ desta vez. Bush sabia que o Iraque não tinha armas atômicas, e por isso invadiu com a maior tranquilidade, evitando que Saddam também desenvolvesse esta tecnologia. Já perante a Coréia do Norte, sempre considerada integrante do ‘eixo do mal’, o líder americano rejeita qualquer possibilidade de ‘uso da força’, e sabe que agora o jeito é administrar o problema.
Cuba sem Fidel
Os [tag]Estados Unidos[/tag], com sua eterna mania de serem os justiceiros a espalhar o bem e a democracia pelo mundo, agora voltam suas atenções ao pequeno calo colado no ’suvaquinho’ da Flórida, e que sempre os incomodou: [tag]Cuba[/tag]. A declaração de que os americanos desejam uma eleição no país, ao invés do repasse do poder ao irmão do ditador, reacende a polêmica em torno desses dois países, e Cuba já está se preparando para um eventual ataque americano.
Enquanto os Estados Unidos lutam pela implantação da democracia na pequena ilha, os cubanos preparam-se para enfrentar com coragem e patriotismo o ‘imperialismo e máfia americanas’. Os americanos alegam, também, que a situação no comando de Cuba poderia agravar a constante migração para a Flórida, destino preferido dos compatriotas de [tag]Fidel Castro[/tag].
Enquanto os americanos preocupam-se com assuntos que não os interessa, simplesmente fecham os olhos para as atrocidades que seus aliados israelenses estão cometendo no [tag]Oriente Médio[/tag].
Conflito Israel x Líbano
Esta crise que está movimentando o cenário político internacional nos últimos dias, envolvendo [tag]Israel[/tag] e o [tag]Líbano[/tag], não é um conflito somente por conta de dois soldados sequestrados. Tudo, infelizmente, gira em torno da disputa sobre a posse de Jerusalém, cujá área ocidental atualmente encontra-se em território israelense, desde a vitória na Guerra dos Seis Dias, em 1967. Israel, que anexou a cidade e a Cisjordânia em seu território, disputa com os palestinos à posse de Jerusalém que, para os muçulmanos, deve ser a capital de seu novo estado.
Há pouco tempo atrás, Israel procedeu na desocupação de assentamentos na área ocupada na Cisjordânia, repassando-as (mesmo com protesto de seus cidadãos) às mãos palestinas, o que indicaria a possibilidade de um tão esperado acordo de paz. Também reluta até hoje em reconhecer a existência de um estado palestino, e vêemente afirma ser o país detentor das terras e do controle total dos recursos hídricos da região (também requisitado por palestinos). Os palestinos querem que a geografia da região volte a ser do jeito que era antes da Guerra dos Seis Dias, com a posse por parte deles de Jerusalém e do território cisjordaniano tomado. Israel não aceita a idéia, e promete a construção de um muro cercando o seu território.
Toda essa guerra naquela região já vem de séculos, e os últimos acontecimentos apenas acrescentam detalhes à esta sangrenta história. A vitória do [tag]Hamas[/tag] no cenário político palestino passou a minar, aos poucos, qualquer aproximação com Israel, que sempre revidou com força aos ataques a seus alvos. A partir desta eleição, os palestinos deixaram de receber ajudas internacionais, como um incentivo à assinatura de um acordo de paz com Israel, coisa que não foi feita.
Os últimos acontecimentos agravaram ainda mais o já delicado clima. Dois soldados israelenses foram sequestrados no dia 12 de Julho pelo grupo islâmico [tag]Hizbollah[/tag], em um ataque surpresa à base militar de Kerem Shalom, culminando na morte de 8 israelenses e 2 palestinos. Em seguida, Israel iniciou uma má-sucedida tentativa de recuperação de seus soldados, sofrendo mais baixas. O crescente temor de que os reféns fossem transferidos para o Irã (e, consequentemente, nunca mais retornassem) fez com que Israel iniciasse medidas de repatriação dos mesmos. A primeira foi um ataque a líderes do grupo Hamas, matando 23 palestinos.
O premiê israelense, Ehud Olmert, afirmou que inimigos estão “testando” Israel, mas irão falhar em seus esforços e pagarão um “alto preço” por suas ações. Com o início da ofensiva israelense ao território libanês, lar do Hizbollah (que é tido como um grupo de resistência à invasão israelense) e a indiferente posição dos Estados Unidos, os líderes muçulmanos declaram abertamente que foi iniciada uma guerra contra Israel. Enquanto o exército israelense tentava anular o controle do grupo, com ataques imprecisos, formou-se por todo o Oriente Médio uma rede de apoio ao Líbano e ao Hizbollah, que num futuro pode culminar numa derrocada israelense. O Líbano tentou, sem sucesso, a intervenção da falida ONU no conflito. A partir disto, toda e qualquer tentativa de um processo de paz no Oriente Médio foi declarada ‘morta’ pelos líderes muçulmanos, que recusam-se a discutir com os Estados Unidos, a Rússia e a União Européia.
Desde então, inúmeros ataques israelenses em território libanês tem causado um grande número de vítimas fatais, a maioria cidadãos inocentes. Mais de um milhão de libaneses fogem desesperadamente de suas casas com medo e funcionários da força de paz da ONU desapareceram, além das centenas de mortes (incluindo brasileiros que foram visitar seus parentes). O Governo Federal já tratou de repatriar alguns brasileiros que estavam em território libanês, devendo proceder com a manobra nos próximos dias.
A ANP (Autoridade Nacional Palestina) indica que Israel está usando-se do sequestro dos soldados para desestabilizar a região e premeditadamente retirar do poder o Hamas, que promete seguir firme. Já Israel alega apenas buscar os soldados sequestrados, e responsabiliza a ANP pela situação no Oriente Médio, tida como responsável por minar qualquer procedimento de paz; visam também tentar impedir que mais foguetes sejam lançados contra seu território. O mundo mais uma vez divide-se entre os ocidentais (que apóiam o direito de defesa israelense) e os muçulmanos (que unem-se em torno do Líbano e convocam seus seguidores para uma guerra contra Israel).
A tendência é, com a falta de posição dos líderes mundiais, que a situação desande. Israel, em nome da segurança de dois soldados, causou a morte de centenas de outros civis que não tem ligação direta com o cenário. Para eles, as mortes já ocorridas justificariam o resgate destes outros dois reféns, algo meio estranho. Já para os palestinos, uma guerra iniciou-se, e dificilmente irá se encerrar apenas com negociações. As perdas têm sido muito grandes, e o medo de que uma crise humanitária se instale em território libanês é cada vez mais frequente, já que Israel não permite o acesso de organizações humanitárias ao território, tendo fechado todas as fronteiras do país.
Enquanto isso, o mundo aguarda ansiosamente que a situação naquela região se acalme.

Imagem da Folha OnLine
Tensão Nuclear
O mundo (e George Bush), aos poucos, passa a dar a devida atenção à [tag]Coréia do Norte[/tag]. Os [tag]Estados Unidos[/tag], que mais preocupavam-se com fitas com supostas gravações de Bin Laden, agora tem mais uma dor-de-cabeça: os testes com os novos [tag]mísseis[/tag] norte-coreanos. Esses equipamentos, em pleno funcionamento, aterrorizariam o governo americano, haja visto que neles podem ser transportadas ogivas nucleares, e que teriam um raio de alcance de mais de 4.500 quilômetros. Do território norte-coreano, facilmente o míssil com a ogiva poderia chegar em território americano e, implantado em um navio, atacar qualquer lugar do mundo.
Os americanos, que morrem de medo do surgimento de uma nova superpotência comunista que venha a atrapalhar os seus planos de controle da política mundial, e da possibilidade de um conflito nuclear (que rondou o planeta durante toda a Guerra Fria), fecha com os países mais desenvolvidos uma série de pacotes que visa retaliação ao país asiático. Já a atitude do governo norte-coreano, que intransigentemente não aceitou qualquer tipo de argumentação com a [tag]ONU[/tag] ou outros países, e deu continuação ao seu programa nuclear de forma unilateral, não ajuda em nada a resolver o mal-estar.
O governo japonês, visando proteger-se, resolveu proibir a entrada de qualquer norte-coreano em seu território, enquanto os Estados Unidos perguntam-se se seriam capazes de defender-se de um possível ataque norte-coreano. A China , a Coréia do Sul e a União Européia também manifestaram-se contra os testes, e os Estados Unidos estudam atitudes urgentes para amenizar o problema.

Ontem, 4 de julho, dia da independência americana, foi a data estrategicamente escolhida por Kim Jong-il para mostrar aos americanos e o resto do mundo que a Coréia do Norte não está para brincadeiras. Devido ao cenário, a ONU resolveu reunir-se hoje para discutir a situação. E enquanto falava-se em New York sobre o assunto, a Coréia do Norte fazia um novo teste, deixando a situação ainda mais complicada.
O resto do mundo, que andava esquecido da Coréia do Norte, deve olhar com mais atenção para aquele trecho do globo, e ao invés de ridicularizar do tamanho relativamente pequeno daquele país e de seu governante, atentar para o risco que a competência dele em lidar com seu povo e seus interesses pode representar para o resto do mundo. Porque, se os Estados Unidos não levarem a sério os norte-coreanos, Bush pode levar um grande tombo.
Dizer que os norte-coreanos não são capazes de criar armamentos nucleares pequenos o suficiente para serem enviados por mísseis é, no mínimo, muita imbecilidade, já que não existe nenhuma notícia concreta sobre a capacidade militar deste país. Porque a Coréia do Norte, muito mais do que o Iraque, tem capacidade de ter estes armamentos. E eu não seria louco de pagar pra ver…
Isso é coisa da China!
Agora, os Estados Unidos consideram a China uma ameaça à sua soberania, ao menos é o que diz um relatório divulgado pelo Pentágono. O relatório alerta que os rápidos desenvolvimento militar e modernização das forças estratégicas do exército chinês são, diretamente, um risco para os Estados Unidos. Segundo eles, ‘a habilidade da China em sustentar seu poder militar à distancia é limitada, mas que o país tem mais potencial que qualquer outra nação para competir militarmente com os Estados Unidos.’
O Departamento de Defesa americano ainda solicita que os militares chineses devem ‘explicar-se adequadamente’ sobre o grande acréscimo de armamentos e investimentos sofridos pelo exército do país oriental, ao tempo em que diz lamentar uma falta de transparência com relação a este assunto.
Todos esses comentários tem a ver com o conflito entre a China e Taiwan, península que insiste em tornar-se independente, e que conta com apoio dos Estados Unidos (inclusive com cessão de armamentos). A China considera Taiwan uma “província rebelde” que deve ser reintegrada a qualquer custo, e também apóia o programa nuclear do Irã, que os Estados Unidos insistem em classificar como integrante do tal ‘eixo do mal’. Inclusive, por tal apoio, os americanos vetam com rigor a possibilidade de inclusão da China no G-8.
Engraçado como os americanos insistem em manter-se como portadores da verdade absoluta e mantenedores da paz mundial. Triste saber que os Estados Unidos ainda não aprenderam o real e respeitoso significado da palavra soberania. E que não têm o direito de serem os ‘justiceiros’ a defender a boa convivência entre os povos. Esse é um papel que nunca funciona.
Metendo o bedelho…
Sinceramente, não entendo o porquê do governo norte-americano adotar uma política de relações internacionais tão turbulenta e ameaçadora como a atual, e no que tudo isso pode levar. Já não bastando a baixa reputação deste país perante a comunidade internacional, o imperador resolve tecer alguns comentários importantes que só fazem o mundo olhar cada vez pior para aquele lado do globo. Se observarmos o retrospecto do últimos anos, cada vez que Bush fala que determinado país ‘não possui uma democracia’, é o mesmo que dizer “se cuidem, estamos pensando em mexer com vocês”.
Questionado, em uma entrevista, o presidente resolveu dizer que considera a Bolívia e a Venezuela dois países que passam por uma ‘erosão da democracia’, e que isso seria algo perigoso para os interesses dos Estados Unidos (considerando uma estratégia americana em cima de países produtores de petróleo e não-amigáveis com aquela nação). O comentário de Bush foi o de que ‘o respeito ao direito de propriedade e aos direitos humanos é essencial para a paz e a prosperidade’, esquecendo ele de que sua nação não respeita estes mesmos princípios. Por exemplo, quem são hoje os responsáveis pelos poços petrolíferos iraquianos? E a prisão de Guantánamo, quando será extinta? Quando as pessoas lá encarceradas poderão ser visitadas? Bush ainda fez uma referência direta ao presidente da Venezuela, Hugo Chávez, ao citar que a ‘interferência direta de um governante na eleição de um outro país não é interesse da região’. Pois é, piada sem graça…
Esses comentários vem reforçar a idéia de que os Estados Unidos pretendem fechar o cerco contra Hugo Chávez, depois da proibição da venda à Venezuela de armas, alegando que o país ‘não coopera completamente na luta contra o terrorismo’. Talvez, quem sabe, em tentativas isoladas de ceifar um pouco da força que este governante vem conquistando na América Latina com seu populismo barato e cínico. Resta saber até onde o governo americano vai se achar no direito de intervir, e no mal que essa política pode vir a causar.
Un Gobierno de Mierda
Excelente este texto, falando sobre a crise da Bolivia. Muito inteligente, seria ótimo que o nosso ‘competentíssimo presidente’ tivesse a oportunidade de lê-lo. (Dica do Fábio)
Anos atrás um trabalhador chileno dizia em uma faixa em defesa do então presidente Allende, durante um dos seus últimos comícios: “és un gobierno de mierda, pero és mi gobierno”. Pois é, toda a campanha de Evo Morales foi feita baseada no compromisso de que romperia os contratos de concessão com empresas internacionais que lá exploram o gás e o petróleo.
Foi essa bandeira que fez Morales vencer as eleições, e com o apoio do nosso “gnomo de botequim”. Pena mesmo Lula não ter aprendido o Latim (como lamentou ele em uma de suas célebres frases: “Eu gostaria de ter estudado latim, assim eu poderia me comunicar melhor com o povo da América Latina”), se tivesse, provavelmente entenderia hoje que “nuestro gobierno és una mierda, com una diplomacia tambiem de mierda, mas pone mierda en eso”!
Para completar o que eu quero dizer, reproduzo esta interessante colocação (junto com as imagens, também surrupiadas de lá), do Marcelo Tas em seu blog: Qual das duas imagens abaixo reflete a realidade sobre a situação? E ele complementa: A dos quatro líderes, frente a frente, hermanos unidos “en busca de una solución”, da Reuters, publicada pela Folha de S. Paulo e pela maioria das publicações brasileiras; ou a do Evo Morales fazendo “trenzinho” no Lula, da AP, publicada pelo Globo?

Bem sugestivo…



