Archive for the ‘bush’ Category
Vitória Democrata nos EUA
Nem adiantou Bush utilizar a condenação de Saddam Hussein como justificativa para a invasão iraquiana, e tentar angariar alguns votos. A acachapante vitória do Partido Democrata nos EUA mostra, mais uma vez, a rejeição popular à política do presidente George W. Bush com relação ao Iraque. Bush, que foi rejeitado por muito de seus aliados partidários durante a campanha, viu o Partido Republicano perder a maioria no governo em 12 anos, e terá que andar pisando em ovos se quiser continuar sua política internacional, já que governará sem a maioria, pela primeira vez. Os democratas, de Hillary Clinton, agora possuem maioria entre os deputados e governadores, e caminham para o controle do Senado.
O mundo, atento à mudança política no império, torce para que os democratas que criticaram a ofensiva americana ao Iraque consigam exercer sua maioria e pressionar a Casa Branca a retirar-se daquele país. E o primeiro reflexo da vitória democrata se vê na renúncia do antigo secretário de Defesa, Ronald Rumsfield, após o pedido da liderança democrata, que declarou que o país “precisa de uma nova orientação política“. O ‘cabeça’ da invasão iraquiana e controlador do maior exército do mundo deixa o posto derrotado, assim como fica a administração que representava.
As apurações da eleição americana (que nem de longe compara-se à nossa, em tamanho e eficiência) foram rápidas devido ao baixo número de cidadãos que compareceram, já que o voto é facultativo. Agora, resta aguardar para ver se a alteração no cenário político americano será capaz de influenciar numa possível retirada de suas tropas de solo iraquiano. As crescentes baixas nas Forças Armadas, a rejeição cada vez maior aos EUA em nível internacional e as polêmicas políticas imigratórias do presidente americano fizeram com que a população mostrasse sua revolta nas urnas, dando ao país um novo rumo em suas políticas interna e externa.
Esperemos para ver até onde esta renovação se estenderá…
Imagem que vale por mil palavras…
Lá em New York a semana passada foi a Semana do Orgulho Gay, e, por conta disto, muitos protestos ocorreram a favor da legalização do casamento de homossexuais e contra os planos do governo americano de lançar uma lei proibindo-o em território nacional (que em alguns estados já é aceito). E, como eu vi no blog do Eduardo, a mídia americana, ousada como sempre, tratou do tema de forma áspera. A revista Village Voice colocou na capa da edição semanal uma imagem polêmica, um desenho dos dois homens mais poderosos do país, Bush e Cheney, trocando um beijinho, junto com os famosos dizeres Faça Amor, Não Faça Guerra.
Engraçado que tem amigos meus que acham que a mídia americana ‘endeusa e respeita demais’ seus governantes, e não são tão ousados como os brasileiros. Duvido muito, e talvez esta capa possa mostrar algo. Muito bem bolada, aumentou a discussão sobre o tema.

Touché
Essa dica eu vi lá no Danilo, e achei interessantíssima. O presidente dos Estados Unidos, o Sr. George Bush, durante uma coletiva de imprensa na Casa Branca, mostrou mais uma vez o alto nível de QI, e o porquê provoca tanto rebuliço de vez em quando. Aprontando mais uma das suas, o Mr. Bush, desta vez, resolveu fazer uma brincadeirinha para distrair o ambiente, com um repórter que o questionava, na coletiva de imprensa, sobre a situação iraquiana.
Aproveitando que o céu estava nublado, o exímio administrador fez um comentário sobre o clima no momento, como que debochando pelo fato de o entrevistador estar de óculos escuros num dia com céu nublado, e que acabou por causar um constrangimento geral, e mais um célebre momento. Mal sabia ele, coitado, que o rapaz estava de óculos escuros porque é cego. (Se duvida, veja aqui)
E o pior é saber o poder que este homem tem nas mãos, e que esse povo ainda o reelegeu. Cada povo tem o governante que merece, quem tá na chuva é pra se molhar.
Isso é coisa da China!
Agora, os Estados Unidos consideram a China uma ameaça à sua soberania, ao menos é o que diz um relatório divulgado pelo Pentágono. O relatório alerta que os rápidos desenvolvimento militar e modernização das forças estratégicas do exército chinês são, diretamente, um risco para os Estados Unidos. Segundo eles, ‘a habilidade da China em sustentar seu poder militar à distancia é limitada, mas que o país tem mais potencial que qualquer outra nação para competir militarmente com os Estados Unidos.’
O Departamento de Defesa americano ainda solicita que os militares chineses devem ‘explicar-se adequadamente’ sobre o grande acréscimo de armamentos e investimentos sofridos pelo exército do país oriental, ao tempo em que diz lamentar uma falta de transparência com relação a este assunto.
Todos esses comentários tem a ver com o conflito entre a China e Taiwan, península que insiste em tornar-se independente, e que conta com apoio dos Estados Unidos (inclusive com cessão de armamentos). A China considera Taiwan uma “província rebelde” que deve ser reintegrada a qualquer custo, e também apóia o programa nuclear do Irã, que os Estados Unidos insistem em classificar como integrante do tal ‘eixo do mal’. Inclusive, por tal apoio, os americanos vetam com rigor a possibilidade de inclusão da China no G-8.
Engraçado como os americanos insistem em manter-se como portadores da verdade absoluta e mantenedores da paz mundial. Triste saber que os Estados Unidos ainda não aprenderam o real e respeitoso significado da palavra soberania. E que não têm o direito de serem os ‘justiceiros’ a defender a boa convivência entre os povos. Esse é um papel que nunca funciona.
Metendo o bedelho…
Sinceramente, não entendo o porquê do governo norte-americano adotar uma política de relações internacionais tão turbulenta e ameaçadora como a atual, e no que tudo isso pode levar. Já não bastando a baixa reputação deste país perante a comunidade internacional, o imperador resolve tecer alguns comentários importantes que só fazem o mundo olhar cada vez pior para aquele lado do globo. Se observarmos o retrospecto do últimos anos, cada vez que Bush fala que determinado país ‘não possui uma democracia’, é o mesmo que dizer “se cuidem, estamos pensando em mexer com vocês”.
Questionado, em uma entrevista, o presidente resolveu dizer que considera a Bolívia e a Venezuela dois países que passam por uma ‘erosão da democracia’, e que isso seria algo perigoso para os interesses dos Estados Unidos (considerando uma estratégia americana em cima de países produtores de petróleo e não-amigáveis com aquela nação). O comentário de Bush foi o de que ‘o respeito ao direito de propriedade e aos direitos humanos é essencial para a paz e a prosperidade’, esquecendo ele de que sua nação não respeita estes mesmos princípios. Por exemplo, quem são hoje os responsáveis pelos poços petrolíferos iraquianos? E a prisão de Guantánamo, quando será extinta? Quando as pessoas lá encarceradas poderão ser visitadas? Bush ainda fez uma referência direta ao presidente da Venezuela, Hugo Chávez, ao citar que a ‘interferência direta de um governante na eleição de um outro país não é interesse da região’. Pois é, piada sem graça…
Esses comentários vem reforçar a idéia de que os Estados Unidos pretendem fechar o cerco contra Hugo Chávez, depois da proibição da venda à Venezuela de armas, alegando que o país ‘não coopera completamente na luta contra o terrorismo’. Talvez, quem sabe, em tentativas isoladas de ceifar um pouco da força que este governante vem conquistando na América Latina com seu populismo barato e cínico. Resta saber até onde o governo americano vai se achar no direito de intervir, e no mal que essa política pode vir a causar.
Who is the worst?
Essa é a pergunta da última edição da Rolling Stones. Um excelente debate sobre o fato de George W. Bush ser (ou não) o pior presidente da história dos Estados Unidos. Vale a pena dar uma olhadinha (via Alt1040)




